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Coronavírus

Covid-19 e as doenças respiratórias: conheça os riscos para quem já se livrou do coronavírus

Quando surgiu (primeiro na China, na metade de 2019,
depois na Europa, no início de 2020, e com força no Brasil a partir de março), a covid-19 era
considerada uma doença respiratória altamente transmissível, mas pouco letal.
Não se pensava, à época, que causasse danos a outros órgãos que não os pulmões. Também
não se falava sobre possíveis sequelas que pacientes que desenvolviam a forma mais grave da
doença, porém sobreviviam, poderiam apresentar. Tudo a respeito era muito novo, inclusive
para médicos e cientistas.

Hoje, passado um bom tempo desde a detecção do primeiro caso no Brasil da moléstia (em
26/02, na capital paulista), o conhecimento acumulado sobre a covid, seu patógeno (o Sars-
CoV-2) e em especial acerca de prejuízos de longo prazo que a doença pode legar às suas
vítimas já é bem extenso.“As pessoas, mesmo depois de se livrarem dos vírus, podem ter
sequelas respiratórias sérias”, explica Ronaldo Macedo, coordenador do Ambulatório de
Doenças Intersticiais Pulmonares do HC da Unicamp. Macedo é graduado em medicina pela
Faculdade de Ciências Médicas de Campinas, parte integrante da Universidade de Campinas.
“Nos pulmões, quando atingidos pela covid-19, surge uma pneumonia viral com acometimento
dos alvéolos, o que compromete a troca gasosa feita pelo órgão. Em geral a função pulmonar
se recupera por completo após a cura. Mas há a possibilidade de acometimentos mais sérios e
por vezes permanentes”, explica.

Nos casos moderados e graves há maiores chances de sequelas, tais como:
* pulmonares – fibrose pulmonar
* vasculares – embolia de pulmão, AVC;
* cardíacas – miocardite, pericardite;
* de fundo emocional – ansiedade e depressão;
* outras – perda persistente do olfato, perda muscular, síndrome de fadiga crônica”.

O dr. Macedo afirma que diante de quaisquer sintomas da doença é importante buscar o
atendimento com profissionais de saúde.

Sobre o Dr. Ronaldo Macedo
Ronaldo Macedo é pneumologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp,
tendo participado como Observer Fellow no Serviço de Transplante Pulmonar no Toronto
General Hospital, no Canadá. Trabalha há quase 10 anos no Hospital de Clínicas da Unicamp,
onde é coordenador do Ambulatório de Doenças Pulmonares Difusas /Intersticiais
(ambulatório de referência na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), e no Hospital
Vera Cruz /Campinas. Étambém professor da disciplina de Emergências Respiratórias na pós-
graduação de Medicina de Emergência do Instituto Terzius.

Fonte: Regina Ruiz

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