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A aplicação da Realidade Virtual na área da saúde

Todo tipo de recurso, inovação ou tecnologia que nos transmita a sensação de uma experiência presencial vem ganhando mais importância neste novo contexto que passamos a vivenciar. Entre elas, merece destaque a Realidade Virtual (VR), da qual costumo falar, principalmente sobre sua aplicação na área educacional e de treinamentos.

Mas a verdade é que o mercado de VR tem um potencial de aplicabilidade que abarca diversos segmentos da economia global e, cada vez mais, surgem novas possibilidades para essa tecnologia: visitas a museus e exposições de arte, viagens para lugares antes inimagináveis e até auxílio na área médica.

Na medicina, a realidade virtual pode ser utilizada para diversas finalidades, seja auxiliando os profissionais de saúde em aprendizagem, seja para os pacientes em seus tratamentos.

A visualização de ambientes virtuais imersivos facilita o aprendizado, visto que a pessoa consegue interagir muito mais com o ambiente onde normalmente não teria acesso, como um estudante que fica atrás do professor que está dentro do campo cirúrgico, por exemplo.

Para os pacientes, a recuperação no tratamento de doenças ou a maneira como ele se comporta durante um tratamento também é totalmente influenciado pela realidade virtual. Há inúmeras utilidades em tratamentos de dores, transtorno bipolar, transtorno de estresse pós-traumático e outros.

Os dispositivos de VR, quando aplicados na área da saúde, têm como base de funcionamento conceitos de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning. Desde startups até grandes empresas da indústria farmacêutica estão investindo nesses equipamentos. Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, o investimento nessas tecnologias alcance anualmente 5,1 bilhões de dólares em 2025.

Como no caso do Rochester Institute of Technology (RIT), que ganhou recentemente uma bolsa do National Institute of Health (NIH) para uma terapia inovadora envolvendo realidade virtual.

Nesse caso, a VR ajudará os pacientes com AVC a recuperar o campo de visão completo, por meio de exercícios de movimentos oculares direcionados e projetados em um rastreador ocular. A ideia é que a realidade virtual ajude a forçar os pacientes a usar os pontos cegos de seu campo visual.

Além disso, a VR tem um benefício complementar. Os exercícios de rastreamento ocular serão acompanhados por sons. E, de acordo com a pesquisa do instituto, os sistemas humanos de áudio e visual estão interligados. Assim, a equipe quer testar se os sons podem acelerar a recuperação da visão em pacientes com AVC.

Os pacientes ainda poderão fazer a terapia em casa, já que a nova tecnologia é mais acessível e fácil de usar do que os rastreadores oculares convencionais. Em contraste com o equipamento, um fone de ouvido de realidade virtual ajudará a equipe de pesquisa do RIT a desenvolver um sistema de rastreamento ocular que os próprios pacientes possam usar.

Sabemos que são inúmeras áreas de atuação dessa ferramenta inovadora, e com certeza ainda evoluiremos para uma realidade virtual em que não precisaremos de óculos para sentirmos esta imersão.

Podemos perceber que o cenário se encaminha para um futuro onde todas as tecnologias estarão a disposição da humanidade. Sem dúvidas, a realidade virtual demonstra aquilo que nos espera para o futuro da medicina.

Fonte:Luiz Alexandre Castanha

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